Uma exposição sobre a escravidão e a resistência negra, o busto de Dandara dos Palmares, um mural Sankofa, livros e a passarela dos Filhos de Dandara. Tudo no mesmo espaço, aberto à comunidade.
Dandara foi guerreira e liderança do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo da história do Brasil. Ela é lembrada pelo movimento negro como símbolo da luta pela liberdade e da resistência das mulheres negras. É dela o nosso nome.
O busto fica na sede do Colubandê. Em 14 de abril de 2026, numa invasão que destruiu móveis, cerca de 150 livros infantis e 200 brinquedos, ele foi quebrado. A comunidade se juntou para reerguer o espaço, e cada doação ajuda a recuperar o que foi perdido.
A mostra Forever Free, Livres para Sempre, reúne painéis da Organização das Nações Unidas sobre o tráfico de africanos escravizados no mundo. Ela foi apresentada ao público pelo Museu da Justiça do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em parceria com o Centro de Informação das Nações Unidas, dentro da Década Internacional de Afrodescendentes da ONU (2015 a 2024).
No Dandaras, os painéis ocupam as paredes azuis do salão principal, o mesmo onde as crianças treinam kickboxing e as turmas fazem oficinas. A história está à altura dos olhos de quem passa por ali todos os dias.
Ver em tamanho grande: ApresentaçãoO Museu da Justiça apresenta os painéis da ONU que resumem a história do tráfico de africanos escravizados no mundo.
Ver em tamanho grande: Faces da crueldadeAs condições da travessia e os instrumentos de tortura, contados por quem sobreviveu a eles, como Olaudah Equiano.
Ver em tamanho grande: A resistência negraQuilombos, palenques e mocambos nas Américas e a rebelião de 1741 em Nova York.
Ver em tamanho grande: Origem dos capturadosMapas mostram de onde vieram os africanos levados à força e as rotas da travessia do Atlântico.
Ver em tamanho grande: Esforços internacionaisComo cada país aboliu o tráfico e a escravidão, da Dinamarca, em 1792, ao Brasil, o último das Américas, em 1888.
Ver em tamanho grande: Supressão e intervençãoA repressão ao tráfico em alto-mar depois de 1807 e os tribunais que libertaram africanos de navios negreiros.
O mural Sankofa
Sankofa é um símbolo adinkra, dos povos akan da África Ocidental. O pássaro que olha para trás ensina que é preciso voltar ao passado e buscar o que ficou para construir o futuro.
No mural do ateliê, o Sankofa vem cercado pela frase “quem não tinha, eu gostava que tivesse”, assinada com o nome de Marcolina Alexandrina, a Tia Marcolina.
Espaço de leitura e agentes de leitura
As estantes do espaço guardam literatura, livros de referência e livros infantis. Em setembro de 2026, junto com o Espaço dos Livros SG, abrimos a formação de agentes de leitura, com Robson de Jesus: 12 horas sobre políticas do livro, gestão e organização de espaços de leitura. A matrícula solidária foi 1 kg de alimento.
A moda, a passarela e a fotografia viraram ferramentas de autoestima e protagonismo para a juventude negra de São Gonçalo. Os Filhos de Dandara já ocuparam teatro, shopping, centro de tradições e a Cidade das Artes.
Miss e Mister Beleza Negra Ubuntu, 2019, com 109 jovens
Encrespando no Partage Shopping
Desfile na inauguração do CTN, em Neves, 2020
Projeto Enegrecer no Teatro Municipal, 2021
Curso de Passarela e Desfile com a estilista Anastácia Felizardo, 2021
Desfile na Cidade das Artes durante a Expofavela RJ, 2025
Ensaios fotográficos profissionais e desfiles do grupo.
Venha ver de perto
A exposição, o busto de Dandara e o mural ficam na sede do Colubandê. Combine sua visita pelo Instagram.